um empurrão para a vida
Estávamos tomando banho de mar; a água estava quente, não porque havia sol, mas porque os nossos corpos tinham se acostumado com aquela sensação. Você mergulha; depois vem em minha direção. Meu olhar encontra o seu. Vemos as pessoas indo em rumo à ilha. Você fala que podemos ir também. Eu faço manha, falo que onde estávamos está gostoso. Você olha, tenta me animar. Vamos. Eu arrumei as coisas em uma bolsa improvisada numa canga. Pegamos duas cervejas. A água estava batendo no joelho quando estávamos andando em direção à ilha, também vemos dois cachorros pretos ocupando aquele espaço, enquanto isso, vemos alguns homens voltando — os meninos cresceram, viraram homens, capitães da areia — os cachorros também decidiram voltar nadando, um dos homens fala para o outro: olha lá eles sabem nadar e você não, você ouve o homem falando: olha lá os neguinhos, e reflete sobre a suposta brincadeira, um racismo velado. Chegamos, sub...



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